Em meio a platéia do evento da moda, apresentando o planejamento da campanha mais genial de todos os tempos da última semana, ou prospectando clientes que vão trazer oxigênio renovado a sua empresa, uma questão ocorre àqueles que não estão neste mundo digital a passeio: como afinal, encurtar o caminho entre a tendência tão linda e charmosa e a solução, esta austera senhoria que nos cobra resultados?
Sim, porque alugamos as tendências da moda para nos fazermos de bonitos e inteligentes e, projeto no ar, vem a cobrança dos resultados: quantos cliques, quantas conversões, quantos comentários? Posso sugerir alguns passos?
Para efeito deste artigo, vamos entender que você sacou no ar, filtrando aí por sua experiência, uma tendência, uma linha de ação, um pacote de novidades que pode dar um toque diferencial a sua maneira de encarar o mundo digital. É o momento mágico, onde você se considera um dos escolhidos.
É alto o índice de mortalidade infantil das tendências. Muitas delas não chegam a completar uma semana de vida e são rebatizadas, o que era 2.0 vira 3.0 sem nunca ter saído do lugar. O “mais indicado para seu negócio” em dois meses pode se transformar no “nunca faço isso com sua empresa”.
A única UTI neo-natal para este tipo de entidade é o bom-senso. Se você está no ramo, é melhor ter bom senso desde criancinha. Aprenda a separar mania de moda, novidade de briefing, revolução de evolução e por aí vai. A chance aumenta se você conseguir superar este período crítico de pós-nascimento
É fundamental que você eduque sua descoberta com o sotaque de quem vai consumi-la. Sim, o seu consumidor (usuário, assinante, cliente…) é um ser mal-acostumado a ter tudo na mão, a qualquer hora e…pasmem…até de graça. É o cenário Freemium que a todos nos cerca.
Portanto, ao trabalhar sua idéia, dê a ela uma cara tão familiar que você correrá o risco de receber notificações de paternidade, pedido de exames de DNA, autoria etc etc.
Muitas vezes você vai parir e outro criar. Não é raro. Até porque num mundo de bits, o conhecimento fica mais forte quando compartilhado. Em outras ocasiões, você faz nascer, tem o bom senso de fazê-la crescer, educa e consegue frutificar na tendência que você tão bem identificou, soluções memoráveis.
É de novo o momento mágico. Um clico virtuoso. O Arquiteto do Impossível, que não joga dados, dando a você a possibilidade de ser um ajudante temporário, quase um Jim Carey, gritando numa rua semi-deserta: I Got the Power!
Mas aí o evento acaba. Novas tendências passam a sua frente…e tudo recomeça.
Assim como recomeço todo dia trabalhando em Soluções de Conteúdo, Usabilidade e vez por outra acertando em um ou outro case de mercado.
Até a próxima!
É a proposta de Yves Behar, que está por trás de alguns projetos de sucesso como o XO Laptop.
Andre Passamani integra um time raro de profissionais preocupados com o conteúdo real de suas produções. Discussões de forma são necessárias, obviamente, mas o que será que veio primeiro: o ovo ou o granjeiro?
Documento publicado pelo Ministério da Cultura em março de 2006 com a expressa intenção de “sugerir um roteiro para as diversas decisões a serem adotadas para realizar a complexa tarefa de implantar a Televisão Digital no Brasil.”