Começa hoje a série “Este filme você nunca viu”, o momento em que olhamos novamente para antigos sucessos e nos perguntamos: “Mas como não havia percebido isso antes?”
No episódio de hoje, testemunhamos um ladrão de obras de arte e relíquias sagradas, que passa incólume aos olhos da sociedade como um professor universitário. Após chegar de uma de suas missões é abordado por um grupo de agentes do governo que o “aconselha” a procurar a relíquia das relíquias, de forma “quase oficial”.
Parte então para o Tibet atrás de uma dona de pousada alcoólatra e juntos vão para o Cairo onde, de posse de um amuleto que pertencia ao pai da moça, desvendam o local do tesouro, não sem antes matar, pelas minhas contas, 10 inocentes, entre eles seguranças, operários da construção civil e transeuntes em geral.
Enquanto isso, no covil dos vilões, acompanhamos um traidor de primeira, francês, servindo ao Reich com a velha desculpa que os fins justificam os meios (no caso, andar de Rolls Royce), e no fim, tudo em nome da ciência. Muito mais equipado, com a tecnologia dos alemães e o escambau, não chega nem perto do local que todos procuram desde a época de Salomão.
O ponto culminante acontece num ritual pseudo-judaico mas que na verdade é puro paganismo (em tempo, o diretor do filme ficaria famoso por recontar o holocausto de seu povo em vários obras de sucesso…vai entender). É nesta hora que a relíquia se mostra em todo seu esplendor, com…fantasmas femininos? Enfim…
Tudo bem quando termina bem, sendo o “bem” aí no caso o arquivamento do maior achado de todos os tempos num galpão que, provavelmente, deve ter sido o mesmo que seria usado depois no filme da Disney sobre Maçons…mas isso é outro post.
O filme? Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida.
photo credit: functoruser
Tags: arqueologia, arte, Cinema, filme, nazistas
Andre Passamani integra um time raro de profissionais preocupados com o conteúdo real de suas produções. Discussões de forma são necessárias, obviamente, mas o que será que veio primeiro: o ovo ou o granjeiro?
