Passou o tempo e continuo pensando na apresentação de J. J. Abrams no TED de 2007 onde ele apresentou o seu conceito-mor de trabalho, a "Mistery Box".
Antes que continuemos, vale assistir:
Se você quiser entender melhor ou ler uma reflexão bem didática e completa, recomendo este excelente post do Carlos Merigo, publicado há um mês atrás.
O ponto central é que por trás das temporadas de LOST e do Cloverfield, seu filme recém lançado, J.J. evoca o sabor do mistério de das linhas narrativas mais soltas, do teaser, da caixa que ganhou do avô, enfim.
E com isso, a quarta temporada de LOST perdeu muito da graça.
Isso mesmo. Assistir a temporada atual de LOST depois de ver o vídeo acima é começar a piada pela hora em que o papagaio grita o palavrão final.
Perdeu muito da graça para quem é ligado em conteúdo, texto, roteiro, propaganda ou qualquer área que se utilize destas técnicas para sobreviver.
De quem era o funeral a que Jack compareceu ao final da terceira temporada? Tanto faz. A caixa de mistério do J.J. pode cuspir qualquer coisa. O que Benjamim Linus (longa vida ao Rei de Lost!) nos apresentará como seu eterno passado e presente? Relaxe, na hora você vai saber. PORQUE AGORA NEM J.J. SABE!!!
Fica o aprendizado: o maior mistério da Mistery Box é ninguém saber que ela existe.
Andre Passamani integra um time raro de profissionais preocupados com o conteúdo real de suas produções. Discussões de forma são necessárias, obviamente, mas o que será que veio primeiro: o ovo ou o granjeiro?

[...] categoria celebridades, temos o J. J. Abrams, criador de Lost e Cloverfield, Cameron Diaz, Philippe Starck, Bob Geldof e executivos do grupo WPP [...]