
O velho oeste americano que historicamente fica entre o final do século XIX e inÃcio do século XX; era uma terra: a) indômita? b) selvagem? c) cheia de oportunidades? Não, não: chatÃssima.
Você acordava cedo para trabalhar, as condições de higiene eram péssimas, mulher era artigo raro, Ãndios sabiam mais do que você e, depois de tanta ralação, você ainda tinha que dormir cedo, pois no outro dia a coisa todo continuava, sem grandes chances de descanso. E não se tinha nada para fazer.
Neste terreno árido (olha o monte de palha passando…) quando as carroças de vendedores de remédios indÃgenas, os Freak Shows e exposições de estátuas de cera chegavam, o entretenimento estava instalado.
Quem me disse isso foi o David Carradine no episótio Freak Show do Wild West Tech, progaminha muuuito bacana que rola lá no [eco na voz] The History Channel[/eco na voz]
Este episódio por si só já merecia o post: apresenta casos muito interessantes como o ZIP, o homem selvagem de bornéu, múmias de sereias de Fiji e até um caso de um fora-da-lei que depois de embalsamado foi confundido com um boneco 50 anos depois. Só perde para o Acredite se Quiser.
Mas não ligue agora
E aà rolou um infomercial, destes que infestam furos de horário. E, efeito boomerang, me vi de pé numa tarde ensolarada na tal terra que era para ser indômita mas era chatÃssima.
Promessas milagrosas, cintos que emagrecem, tônicos que fortalecem, vassouras elétricas, multiprocessadores apresentados por estátuas de ceras falantes. Um mundo cÃclico sem inÃcio ou fim que nem Jack Palance explicaria. Nem o P.T.Barnum, ao lado, tentaria…
O século XXI, com suas promessas de auto suficiência midiática, quem diria, nos prega a mesma peça do vendedor de tônico capilar que usa peruca.
Tags: freak, propaganda, TV
Andre Passamani integra um time raro de profissionais preocupados com o conteúdo real de suas produções. Discussões de forma são necessárias, obviamente, mas o que será que veio primeiro: o ovo ou o granjeiro?
