Em março de 2006 o Ministério da Cultura preparou um documento com a expressa intenção de “sugerir um roteiro para as diversas decisões a serem adotadas para realizar a complexa tarefa de implantar a Televisão Digital no Brasil.”
O cerne da questão é o seguinte: corremos o risco de, no processo de implantação (cronograma aqui) vermos apenas um modelo incremental. Ou seja: será distribuÃda banda e mais banda para os concessionários existentes e, por limitações técnicas ou por falta de “braço” para produção, muito desta banda - se não me engano 50% -, correrá o risco de ficar ociosa.
No entanto, o documento do MinC nos lembra que faz parte da própria criação do FÓRUM utilizar a TV Digital como fonte de a) inclusão social; b) flexibilidade dos modelos de exploração; c) desenvolvimento sustentável do serviço e da indústria correlata. O modelo incremental, salienta o documento, não é o ideal para se alcançar todos estes pontos.
É uma discussão valiosa, que esbarra no modelo publicitário atual, ousa sugerir mexer na divisão do bolo e menciosa corajosamente, inclusive, o compartilhamento de redes já instaladas pelas emissoras…
Leitura Fundamental. Aguardem posts sobre o tema!
Andre Passamani integra um time raro de profissionais preocupados com o conteúdo real de suas produções. Discussões de forma são necessárias, obviamente, mas o que será que veio primeiro: o ovo ou o granjeiro?

[...] de publicar este documento do Ministério da Cultura, minha pesquisa sobre o processo de implantação do SBTVD (Sistema Brasileiro de TV Digital) segue [...]